Coisas a fazer.
Sempre gostamos de pensar que somos pessoas livres, que tomamos nossas próprias decisões, mas se formos analisar a fundo - perguntando: ''Por que?'', ''porque?'', ''porque?''...'' - vamos notar que inúmeras coisas de que fazemos normalmente não é porque chegamos na conclusão que fará bem para nós, e sim porque alguém disse (e ninguém sabe ao certo quem) que faria.
Está fazendo?
Hoje como sempre, menti a mim mesmo dizendo ''ah.. vou na segunda aula'', até me dar conta que o horário do ônibus estava encima da hora e jogar tudo para o ar, mas hoje, provavelmente com algum milagre misterioso, ousei sair da cama! E mais! Minha mão foi guiada para pesquisar em meu celular o horário do ônibus também. Eu sei, também não consigo acreditar no que escrevo.
Tomei uma vitamina de saquinho que havia na geladeira, fazendo com que meu estômago vazio parecesse mais vazio como se abrisse mais espaço dentro dele, reguei as plantinhas, admirando lentamente os meus pés de pimenta*, finalmente aprendi a mexer com plantas de pouca água. Desci muito animado, descendo dois degraus de cada vez os três lances de escada do meu prédio, subi a longa e íngreme rua de minha casa até o ponto de ônibus, que é depois de uma subida mais íngreme ainda até ver a merd@ do ônibus passando a 40 metros de mim (ainda bem que ônibus não são telepáticos!). ''Paciência!'' pensei da forma mais raivosa possível.
Mas claro que não demonstrei isso, pois ninguém é obrigado a saber de nossas desgraças pessoais. E você, caro leitor ou leitora que está lendo isso, está consciente que vai aprender algo com isso, pois um dia sem aprender nada é um dia batido. Não o abata, ele não volta. Não matem seus dias.
DE REPENTE coloco o fone-de-ouvido, apenas com um chiado sem sentido (ou não?) e rodando tentando fazer o som sair... eis que ele sai... bem no refrão da música... arrepio...**. É como se a pessoa cantando estivesse em uma orelha, em muitas orelhas ao mesmo tempo, ignorando as regras desta dimensão e estando ao mesmo lugar em tempos diferentes em vários lugares. Cativante.
Fazer o que se gosta é balançar a cabeça sem se importar se alguém está vendo.
Estar bem é fechar os olhos sem desconfiar que algo vai acontecer com você.
Estar bem é apenas observar o mundo de outra pessoa, admira-lo e não ter a necessidade de estar lá.
Ir para Marte é uma boa idéia? Até onde querer saber é saudável? Ir além?
E quando não existirem mais perguntas?
...
A música está ótima. Me imagino descontraindo as pálpebras, acordando de manhã, vendo o sol. Imagino que o sol está me vendo também. O que será que ele pensa sobre mim? Bem... não importa. Oque realmente importa? Existem algumas coisas que são tão difíceis de pensar que desistimos - e isso pode até nos chatear - então vamos fazer uma lista de o que seria algo importante.
1- Imaginar (Pois só imaginando podemos ver o mundo a nossa volta. O que vemos não é nada mais do que memórias assimiladas, se você nunca viu, nunca pode imaginar, tente[Se conseguir, me mostre essa técnica!]).
2- Olhar (Pois apenas olhando podemos imaginar ([a não ser que você use a sua técnica que ainda não sei qual é]), e imaginando, podemos ver quer somos, onde vivemos, o que queremos, e principalmente, como isso.
...
Bem, quem sabe me venha mais idéias de repente.
''Para fazer algo bonito, se precisa esquecer que já se fez algo feio''. Se eu pudesse escolher qualquer presente de aniversário, pediria uma cor nova, uma cor que nunca vi. E se eu pudesse ir para qualquer lugar do mundo? Duas respostas: Fortaleza e Buenos Aires.
Continuando a história. Me sentei na calçada e comecei a ler um livro que coloquei dentro da mochila antes de dormir para não esquecer. 50 mentes que ajudaram a fazer o mundo moderno, algo assim, foi muito interessante, até. Aí o ônibus chegou. Parou. Abriu. Fechou. Acelerou. Foi. E eu lá.
Quando fui chegando próximo ao ponto de ônibus da escola, comecei a pensar ''Será que vale a pena eu chegar na terceira aula e correr o risco de não aprender nada relevante como nos outros dias?''.
Me peguei pensando por um momento...
No banco que ia me sentar na praça, claro.
Desci do ônibus e fui para uma linda praça, onde ouvi o guerreiro. Não tinha me lembrado dele. Estava com um sorriso muito contente, feliz como graduado com primeiro pagamento. Estava tão contente que suspirava de alegria com um sorriso, olhando indiscretamente para os tarados da praça sempre de plantão (imagino que também graduados [nisso?]).
Fui ao banheiro da praça, notei que o pessoal de lá não lavava muito as mãos, então já que estava com uma caneta no bolso escrevi na parede em frente a torneira quando ninguém estava vendo: ''Lave as mãos'', singelo, sutil e prático. E ilegal, imagino.
Fui ao ponto de ônibus, já que não havia muito o que fazer, fiquei mexendo no celular por quase duas horas procurando alguém para conversar. E achei. Até achei alguém para enviar por correio o 50 mentes que mudaram a não sei o que moderna, quando acabar.
Peguei um ônibus... fui para a grande biblioteca de agronomia e pesquisei 3 livros sobre plantas, claro. Foi muito interessante, o terceiro livro era em inglês. Sabia que matéria orgânica em excesso pode ser ruim?
A cada dia que não vou à escola fico mais inteligente... mas isso não importa. Se eu tiver 15 diplomas em uma parede, ou se morasse debaixo (ou encima, para variar) de uma ponte, seria o mesmo; e se não parecesse o mesmo, eu estaria enganando a mim mesmo, querendo ou não. O que varia de uma pessoa para outra não é o que ela parece ser, e sim suas lembranças. E isso não se sabe.
Alguns pessimistas (ou não) acham que humanos são como formigas, não sei se formigas tem sua própria personalidade, mas vamos imaginar que não. Somos um bolo de memórias, guardadas em algum lugar. E isso é o que nos torna especiais.
Quando você estiver se sentindo indiferente em relação ao universo (e realmente você é), imagine que você é único pelo simples fato de imaginar isso, você busca algo a mais, e quem quer algo a mais, no mínimo é alguém especial. O importante é ser importante para si próprio, a partir disso, podemos valorizar verdadeiramente tudo a nossa volta.
*Fui à um sítio com meu pai esses tempos pra cá e peguei uma pimenta. As tirei as sementes e as plantei... bem... nasceram.
**AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHH.
Olhe quantos postes na rua!
Com eles, somos um céu estrelado a noite
E de dia, uma estrela azul
Ao mesmo tempo.
No mesmo lugar.
Uma coisa bonita é uma alegria eterna.

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